A trajetória da mulher
brasileira nos últimos séculos é, para dizer pouco, extraordinária: de uma
educação no lar e para o lar, no período colonial, para uma participação tímida
nas escolas públicas mistas do século 19; depois, uma presença significativa na
docência do ensino primário, seguida de uma presença hoje majoritária em todos
os níveis de escolaridade, bem como de uma expressiva participação na docência
da educação superior.
As mulheres são maioria na
escola a partir da quinta série do ensino fundamental, passando pelo ensino
médio, graduação e pós-graduação.
As mulheres ainda são
minoria na docência da educação superior, mas a sua participação cresce a cada
ano num ritmo 5% maior que a dos homens, o que permite inferir que, mantida a
atual tendência de crescimento, elas serão maioria também na docência dentro
de, no máximo, cinco anos.
Merece destaque a trajetória
das mulheres na graduação: quando deixam o corpo discente, elas representam
sete pontos percentuais a mais do que quando ingressam no campus, indicando que
a sua taxa de sucesso é maior que a dos homens e que, por isso mesmo, a maioria
observada no momento do ingresso (56,4%) se torna ainda mais sólida na
formatura (63,4%).
Segundo dados da pesquisa Trajetória
da Mulher na Educação Brasileira (1996 a 2003),
"elas são maioria em quase todos os níveis de ensino, especialmente nas
universidades; têm um tempo médio de estudos superior ao dos homens, tornando-se
cada dia mais alfabetizadas; e apresentam um desempenho escolar, em vários
níveis, comparativamente melhor ao dos homens" (p. 49).
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